O Ministério do Trabalho e Emprego - MTE reconhece a atividade de Bacharel em Quiropraxia no Brasil

Nos dias 30 e 31 de março de 2012, um comitê formado por quiropraxistas, osteopatas, autoridades do MTE e da FIPE – Federação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP, descreveram em pleno acordo as atividades dos bacharéis quiropraxistas e dos osteopatas no Brasil para especificar as diferenças entre cada área e permitir a inclusão dessas ocupações na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações.


Vale ressaltar que a ocupação "quiropraxista" já fora incluída no CBO em 1994 e atualização na versão de 2002, porém, esta versão tinha como base os profissionais conhecidos como pioneiros, que atuavam antes de 1990. Com a recente inclusão, entra a ocupação de Bacharel em Quiropraxia, denominando assim os quiropraxistas formados em ensino superior.

Embora tudo tenha sido acertado, a publicação oficial no site da CBO/MTE será em Janeiro de 2013

Quiropraxia é para TODA a FAMÍLIA

 Sim, a Quiropraxia é para toda a família, do mais pequenino e jovenzinho – e mesmo recém-nascidos - até os mais experientes e vividos, sem limite mínimo ou máximo de idade.

Além disso, a pessoa apresentando dores na coluna ou estando completamente saudável, o quiropraxista irá avaliar da mesma forma, procurando determinar se há subluxações prejudicando o funcionamento do corpo e as corrigindo.



Apesar da cultura do tratar ou prevenir dores, a Quiropraxia é muito maior que isso, e atua na vida em seu aspecto mais amplo. É por amarmos nossos parentes e amigos que devemos indicar os cuidados quiropráticos, melhorando a vida de todos eles.

Pensem em uma família totalmente ajustada! Na qual os pais, avós e filhos estão sem subluxações, vivendo o melhor que seus corpos podem oferecer. Com consultas regulares para se manter sem interferências na coluna e associando bons hábitos, a vida tem tudo para ser muito melhor, repleta de saúde e boas relações pessoais.

Se seus amigos e parentes ainda não se consultam, vale a pena recomenda-los, ou mesmo leva-los até seu quiropraxista, afinal quem ama cuida, e quem ama ainda mais, cuida com Quiropraxia!

Toggle Recoil - HIO


O toggle recoil é um procedimento, um tipo de correção usado na Quiropraxia, que consiste em disparar um thrust muito veloz e recolher as mãos o mais rápido possível, diferente de outras abordagens que matem a mão firme no local depois do ajuste.

A ideia do toggle recoil é baseada na 3ª lei de Newton, de que toda ação tem uma reação oposta e de igual intensidade, e na observação da Inteligência Inata. Ao disparar o thrust, o quiropraxista tira a vértebra de sua posição estática e subluxada, colocando-a em movimento. A vértebra vai responder empurrando de volta, e se ela encontrar uma barreira nesse retorno (a mão mantida após o thrust) seu reposicionamento será limitado por tal barreira. Com o recolher da mão, o rebote da vértebra é livre, e ela se movimenta quase como uma vibração, permitindo que o próprio corpo, com suas resistências internas e músculos reguladores escolham qual a melhor posição para a vértebra, posição na qual ela não interfere no sistema nervoso e onde o corpo gaste menos energia para mantê-la.

Algumas técnicas usam esse tipo de procedimento para corrigir a subluxação, a mais comumente associada a ele é a Hole In One(HIO), uma das primeiras técnicas de Upper Cervical a se organizar definitiva, com método de análise e correção padronizado.

Nas abordagens de cervical alta, a subluxação é vista como um desalinhamento de C1  ou C2 em relação ao forame magnum, exercendo pressão sobre a medula espinal, e/ou tração sobre os ligamentos denticulados, causando interferência na condução dos impulsos nervosos e prejudicando a comunicação da inteligência Inata com o corpo.

Para avaliar e listar as subluxações, a Toggle Recoil – HIO usa da termografia para avaliar o equilíbrio de temperatura de superfície, controlado pelo sistema nervoso, o raio x para determinar a listagem da subluxação, o leg check para verificar a interferência da subluxação sobre o sistema nervoso e a palpação para determinar parâmetros de antes e depois do ajuste, tanto de posição, movimentação e tônus muscular.

1 - De D.D. Palmer ao primeiro ajuste


Sempre que lemos sobre a história da Quiropraxia é comentado sobre a origem da manipulação articular, principalmente com ênfase na coluna. Fala-se sobre os egípcios, os polinésios, os chineses, e logo chegamos à Hipocrates, na Grécia. Mas se por um lado é filosófica e historicamente bonito nos remeter tão longe no passado, por outro isso não tem o menor sentido. É como dizer que as primeiras ferramentas criadas pelo homem são a origem histórica da cirurgia. Assim como os cirurgiões fazem uso de utensílios que foram desenvolvidos ao decorrer da evolução humana, nós quiropraxistas nos valemos de algumas "ferramentas" que também foram desenvolvidas com a evolução humana, mas tal como cirurgião, o contexto e objetivo é tão diferente do passado, que a comparação histórica e atribuição de origem pode confundir muito os conceitos da profissão.

É por isso que, para o autor, a história da Quiropraxia como profissão, com seus respectivos objetivos, começa com D.D. Palmer, e não com os antigos manipuladores.


De D.D. Palmer ao primeiro Ajuste.

Daniel David Palmer em 1906 Daniel David Palmer nasceu em 7 de Março de 1845, em um vilarejo chamado Audley (na época era chamado de Brown Corners) em Pickering* - Ontario - Canada **.

D.D. começou a frequentar a escola com 4 anos de idade, mas teve de parar aos 11 anos, pois seu pai estava falindo e D.D. era o filho mais velho e portanto o único que "podia" ajudar na renda da família. De qualquer forma, seu pai o instruía a comprar roupas, livros e se cadastrar em bibliotecas para que pudesse estudar algumas horas antes e depois do trabalho.

Há relatos que ainda criança, D.D. era extremamente curioso e carismático, gostava de aprender sobre todos os assuntos, e era descrito por aqueles que o conheciam como um garoto alegre, saudável e de mente excepcional.Gostava em especial de anatomia anatomia, a ponto de colecionar ossos de animais.


Devido a esse estudo nas horas livres, D.D. concluiu educação prática aos 21 anos.

Viajou para os EUA em 1865, onde trabalha com apicultura e mercearia até começar a atuar como magneto terapeuta. Especula-se que entre o começo de seu estudo da cura magnética até a atuação passaram mais de 10 anos.

Naquela época, a Medicina ainda estava mal estruturada e não contava com padrão de ensino universitário, o que colaborava para muitos questionamentos, inclusive de D.D. Palmer, quanto ao conhecimento médico da época.

Em 1885, começa a atuar como magneto terapeura. Quase com certeza, podemos afirmar que o sucesso se deu devido á cura magnética. De uma única sala, D.D. Palmer alugou quase o prédio inteiro, chegando a 8 salas e aumentando sua renda anual em 1300%

Segundo o próprio D.D., ele praticou magnetoterapia pelos 9 anos anteriores ao descobrimento dos princípios que o levariam a criar a Quiropraxia. Em 1895, tudo se junta e culmina no caso de Harvey Lillard, o homem que recebeu o primeiro ajuste.

A história de Harvey é envolta em leves controvérsias que sondam as diversas versões, mas segue aqui baseado nos textos do próprio D.D. e de B.J., seu filho.

Harvey era zelador (ou porteiro) do prédio onde D.D. trabalhava, e foi procurar por seu atendimento. Relatou ser surdo há 17 anos e que era incapaz de ouvir os sons da rua. Disse que ficou em uma posição apertada e que sentiu algo acontecer na coluna. Ao verificar a colua de Lillard, D.D. notou um "calombo" em uma vértebra, e com um movimento rápido reposicionou a vértebra, o que restaurou sua audição.

Nesse ponto existem duas versões.


Em uma delas a vértebra ajustada foi T4, isso consta no THE SCIENCE, ART, AND PHILOSOPHY OF CHIROPRACTIC, do próprio D.D. Palmer, publicado em 1911. Anos mais tarde, B.J. relatou que na verdade, a vértebra que havia sido corrigida era Axis, e que seu pai não queria que ninguém soubesse pois temia as consequências. Quanto aos críticos B.J. se explicou de forma clara:


"Como eu sei que foi Axis e não T4? Porque eu estava lá, e vi o que meu pai fez, e vi onde ele fez, e foi em Axis!


...Aquilo poderia ser um deslocamento? Se fosse, era perigoso tentar corrigir com as mãos...

...Ele não queria que ninguém fizesse coisa alguma no pescoço, era perigoso e ele temia isso. Temia a tal ponto que alertou seus primeiros alunos "Fiquem longe do pescoço, porque vocês podem produzir paralisia e, assim, destruir o meu novo trabalho que está apenas começando a tomar forma. Se alguns de vocês meninos brincarem com pescoços e paralisar alguém, destruirão facilmente o meu novo trabalho, antes que eu possa estabelecê-lo."


Assim nasceu a Quiropraxia, há quem diga que tanto a profissão quanto o próprio D.D. Palmer são nada mais que frutos do ambiente e seu tempo, o que acaba sendo verdade para todos os grandes gênios.


É um erro pensar que a Quiropraxia foi pioneira na área de manipular a coluna. Na mesma época, Andrew Taylor Still criou a Osteopatia e é evidente que tanto Still quanto Palmer aprenderam muito com os então "Bone Setters", "manipuladores de ossos". Há boatos de que Palmer tenha aprendido com Still, mas parecem ser infundados, tanto pelas diferenças nítidas entre a Quiropraxia e a Osteopatia, quanto pelo fato de que D.D. nunca escondeu o nome de seu mentor, Jim Atkinson.


D.D. sequer afirmava ser o criador da manipulação, e dizia que não fora o primeiro a corrigir uma subluxação na coluna, mas fora o primeiro a fazê-lo pelo processo espinhoso e processo transverso, de uma única vértebra.






* Algumas fontes dizem que foi em 6 de março, e em Port Perry. Sobre a data, o próprio D.D. e seu neto Dave deixaram escritos que foi dia 7 e não 6. Sobre o local exato as coisas complicam, talvez porque o D.D. não se lembrava muito bem dos dias de recém nascido.

** Stephan Palmer, avô de D.D. Palmer, era britânico e foi para o Canadá em meados de 1700.

O ciclo do alfinete - Informações para todos


Instruir as pessoas sobre os princípios quiropráticos é um desafio desde o começo da profissão. Por ser tão diferente da maioria das coisas que estamos acostumados, é preciso uma mínima didática para tornar a teoria facilmente inteligível e possibilitar sua explicação em poucos minutos.

Um modelo muito utilizado pelos quiropraxistas é o "ciclo do alfinete", que ilustra de maneira simples e com um objeto quase cotidiano o fluxo de informação do cérebro para o corpo e vice-verse, além de permitir uma alusão à subluxação. Dessa forma é sempre bom conhecer mais um modo de explicar Quiropraxia, até porque ainda teremos de explicá-la muitas vezes!

A imagem, e o ciclo simplificado, são auto explicativos, mas devem contar com o reforço do quiropraxista, dando mais detalhas em algumas vezes.



Conhecendo um pouco da Atlas Orthogonal

Atlas Orthogonal é um procedimento desenvolvido por Roy Sweat em 1980 que tem como base o procedimento de John F. Grostic, que criou um sistema de quantificação da subluxação do atlas. 


O procedimento de avaliação requer uma série de radiografias específicas para a visualização e quantificação com precisão milimétrica da subluxação de Atlas.


Uma checagem através de palpação cervical e comprimento de perna (Leg Check) é feita para determinar quando a pessoa esta, ou não, precisando ser ajustada. Quando o atlas esta fora de seu alinhamento natural, o quiropraxista detecta na palpação cervical e na visualização do comprimento das pernas.

Quando fora de alinhamento, o ajuste é feito através de um instrumento que envia uma onda sonora no processo transverso do atlas na direção da correção, com a cabeça devidamente estabilizada e na altura e ângulo de acordo com os cálculos das radiografias. O ajuste em si é imperceptível, mas a palpação cervical e a checagem de perna confirmam a eficácia do ajuste.


O objetivo é que o ajuste se mantenha por mais tempo possível. Enquanto o atlas esta em sua posição natural, o sistema nervoso funciona sem interferência, possibilitando que o corpo funcione naturalmente da forma que foi criado para ser.




Contribuição de Paulo Sugimoto

Conhecendo um pouco da Técnica Diversificada

A Técnica Diversificada é extremamente eclética e diferente das outras técnicas, não possui terminologia própria, como SOT e as categorias, Activator Methods e as possibilidades, Thompson e os Derifields, etc. Os termos usados são mais gerais como subluxação e ajuste.

Por ser uma técnica de Quiropraxia, seu objetivo ainda é o mesmo que as demais, encontrar e corrigir as subluxações. Para isso, os quiropraxistas que utilizam a diversificada valem-se da palpação, raio-x, leg check, termografia, e alguns outros métodos que determinam qual vértebra está comprometida e precisa de ajuste.

Esses ajustes, podem ser realizados através de manobras de alta velocidade como manipulação articular, mas existem também os procedimentos de mobilização e as ferramentas como Drop Table e instrumentos de ajuste. Não há uma regra ou padrão em termos de protocolo, que limite o quiropraxista nessa escolha.

Apesar de alguns optarem por ajustar somente a coluna, muitos dos quiropraxistas que aderem à diversificada trabalham com extremidades, e agregam terapias complementares para tecidos moles, instruções sobre bons hábitos posturais e nutricionais, etc. Tudo isso costuma depender da “escola” adotada pela Universidade.

Desbravando a Técnica Diversificada

Falar em Quiropraxia logo nos leva a falar sobre suas técnicas e inevitavelmente nos deparamos com a Técnica Diversificada (Diversified Technique – DT)

A DT tem um longo histórico na complexidade de sua definição. Em partes, isso se deve a generalidade de seu nome. Muitas pessoas consideram que o “diversificada” é aplicado como adjetivo, no sentido de “eclética”, enquanto outros consideram que é um substantivo, nomeando assim uma determinada técnica com sistema próprio.

O fato é que em algum momento da história da Quiropraxia, as raízes da aplicação desse termo se perderam, e a Diversificada se tornou ampla demais para ser definida, enquanto seu nome ganhou mais e mais definições.

Para se ter noção da delicadeza deste tema, muitos dos catálogos que foram desenvolvidos listando as técnicas de Quiropraxia, não incluíam a DT. Mesmo os mais abrangentes autores como Kfoury, que editou um desses catálogos em 1977 no qual constava técnicas pouco ortodoxas ( ex: Reflexo Postural Perianal), não citou a Técnica Diversificada, talvez devido à falta de clareza do assunto.

Cooperstein define a DT de modo muito interessante:

”A Diversificada é como um amigo bem próximo, cujo passado está confuso e que sua verdadeira identidade permanecerá desconhecida até desvendarmos sua história.”

Dentro desse contexto, a definição que consta no Atlas de Quiropraxia para a Técnica Diversificada é baseada na generalidade da técnica, mas com certas referências de autores que se dedicaram a seu estudo.

Uma Introdução à Quiropraxia Cervical Alta (Upper Cervical)


A Quiropraxia começou em 1895, nos EUA, usando procedimentos de avaliação e correção um tanto "rústicos".

Por volta dos anos 50, B.J. Palmer, o maior desenvolvedor da Quiropraxia e filho do criador da profissão, descobriu após quase 3 décadas de pesquisas que a primeira vértebra do pescoço, o atlas, é a mais crítica da coluna do ponto de vista mecânico e neurológico.



Palmer mostrou através de pesquisas clínicas controladas que, quando o atlas está desalinhado, causa desequilíbrio fisiológico. Ele também demonstrou que o desalinhamento causa interferência do fluxo dos nervos para todas as áreas do corpo. 

Hoje existem técnicas mais desenvolvidas, e que são ainda mais específicas e leves. Contamos com métodos e procedimentos mais eficientes para analisar e corrigir a subluxação vertebral da cervical alta, principalmente da primeira vértebra.


Blair é o nome de uma das principais técnicas especializadas, e também o sobrenome de seu desenvolvedor, o doutor William G. Blair.(1922 - 1985). Um protocolo único de avaliação e ajuste, que garante que cada pessoa seja ajustada de acordo com a sua anatomia e subluxação. É como uma "análise da Impressão Digital da coluna"., uma maneira de descobrir com maior exatidão informações sobre a subluxação de cada paciente. 

A Neurologia por trás do Leg Check

Amplamente utilizado, o Leg Check norteia a análise de muitas técnicas.

Historicamente é difícil estabelecer uma origem e mesmo a respeito da primeira padronização parece haver controvérsia. Para evitar (ou minimizar) erros, vou deixar essa questão em aberto para outra publicação.

Ao observarmos o procedimento, é fácil compreender o porquê da descrença de algumas pessoas. Muitos quiropraxistas, inclusive, desacreditam do Leg Check.

O Leg Check consiste em verificar se uma perna está “mais curta” que a outra. Dependendo da técnica que faz uso do Leg Check, a avaliação pode ser feita em Prono ou Supino. 

(A hipótese neurológica abaixo diz respeito ao Leg Check em Prono, visto que existem outras hipóteses para a avaliação Supino.)

A “perna curta” é um indicativo de subluxação vertebral, e maiores detalhes também dependem dos procedimentos de cada técnica, mas vamos entender o que é essa “perna curta” e porque ela ocorre, então ficará fácil discutir sua relação com a subluxação vertebral.

Um corpo balanceado, sem interferências na comunicação entre o cérebro e os demais sistemas, e sem disfunções proprioceptivas, em via de regra, apresenta pernas de igual comprimento e contração muscular postural significativamente simétrica.

Quando ocorre um desalinhamento de uma vértebra, ele é seguido de diversas reações, algumas simultâneas, então não se atenham à ordem:

O músculo que se insere nessa vértebra será esticado, isso vai estimular os Fusos Neuromusculares e os Órgãos Tendíneos de Golgi.

A cápsula articular de uma ou mais articulações facetárias (dependendo da listagem) irá apresentar uma pequena folga (Que começa a dar forma ao “nódulo”característico), enquanto que outra(s) cápsula(s) articular(es) aumentarão a tensão em um tipo de esticamento. Essa diferença de tensão será notificada pelos receptores proprioceptivos das cápsulas.

As superfícies facetarias da articulação com espaço reduzido pelo desalinhamento sofrerão aumento de atrito, o que ocasionará micro danos e, por consequência, um processo inflamatório, que é o responsável pelo edema, dor e alteração de temperatura local, que são outros fatores avaliados em algumas técnicas e que também comprometerão as funções proprioceptivas da região.

Todas essa informações serão conduzidas pelo trato espinocerebelar dorsal e ventral, por fibras do tipo A, para o cerebelo. Em seguida para o tálamo, o grande centro de integração, que vai direcionar as informações para a córtex motora e sensitiva.

Paralelo a isso, as informações de dor serão enviados diretamente para o Tálamo através de fibras do tipo C pelo trato espinotalâmico lateral, sendo então direcionadas para a córtex sensitiva primária.

Em resposta, a córtex motora e sensitiva desencadearão uma série de adaptações (mal-adaptações), como o reposicionamento da cabeça e olhos, reorganização da musculatura postural, dentre outros um pouco mais complexos.

Através do trato vestibuloespinal, os núcleos vestibulares coordenarão a resposta dos músculos posturais, e é a contração assimétrica desse grupo de músculos (essencialmente do grupo da pelve e membros inferiores) com base nas informações alteradas decorrentes da subluxação vertebral, que acarretará em uma perna curta.

(RESUMO)
Dessa forma, a razão direta pela qual as pernas apresentam diferença de comprimento, é a contração assimétrica da musculatura postural, principalmente da pelve e membros inferiores, decorrente de uma resposta proprioceptiva ao desalinhamento de uma vértebra.

Podemos observar essas reações fisiológicas em um contexto de causa e efeito clínico, no qual as pernas se igualam tão logo a subluxação vertebral seja corrigida.

(PÓS AJUSTE)
As respostas são rápidas, pois as fibras nervosas que informam o corpo sobre essas posições vertebrais aberrantes são do tipo 1 A, as mais rápidas do corpo humano. No entanto, a dor local costuma persistir mesmo amenizada, pois apesar do atrito entre facetas ter cessado, o sistema linfático precisará de mais tempo para remover os mediadores químicos e  inflamação.

Em breve uma publicação correlacionando a questão neurofisiológica abordada acima, com a prática de algumas técnicas.


Bibliografia

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BURKE GURNEY. Leg-length discrepancy: effect on the amplitude of postural sway. Gait and Posture 15 (2002) 195–206
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KANDEL, E. et al. Principles of Neural Science. 5
ª Ed. Mc Graw Hill


GROSTIC John D. Dentate Ligament – Cord Distortion Hypothesis: Chiropractic Research Journal 1988; 1: 1


MINARDI J. The Complete Thompson Textbook-Minardi Integrated Systems.


GUYTON. Medical Physiology Textbook. 11ª Ed. 


(Diversos autores) Advanced Muscle Palpation - Biomechanics Prescribed By Nature


http://neuroscience.uth.tmc.edu/s3/chapter02.html



http://knol.google.com/k/what-is-atlas-orthogonal-chiropractic-technique




Efeitos da Subluxação sobre os músculos - Uma introdução.

Multífidos cervicais
A maneira que os músculos podem ser afetados quando há uma subluxação parece intrigar cada vez mais Quiropraxistas.

Não podemos simplificar afirmando que o músculo “relaxa” após o ajuste, pois enquanto alguns músculos, ou grupos musculares, diminuem o tônus, outros aumentam e isso não é estranho se entendermos como os músculos são afetados pela subluxação.

Observou-se que quando uma vértebra subluxa, os músculos reagem á ela, tanto os músculos cuja raiz afetada inerva, quanto aqueles que se originam ou inserem nesta vértebra.

Quanto aos músculos cuja raiz inerva, pesquisas indicam que ocorre hipertonicidade em conseqüência à inflamação próximo das raízes nervosas. Por sua vez, essa inflamação irrita as raízes e as deixa hiperestimuladas, diminuindo o limiar de excitabilidade.

Algumas técnicas valendo-se dessa alteração, desenvolveram testes e protocolos de avaliação para determinar quando e onde há subluxação.

Outra reação muscular à subluxação, ocorre na tentativa de corrigir o desalinhamento da vértebra. Quando uma vértebra subluxa, saindo de sua posição correta, os músculos que se fixam nesta vértebra, tentarão corrigir seu posicionamento.

Esse fenômeno ocorre devido ao estímulo de estiramento nos fusos e órgãos tendíneos de golgi dos músculos e tendões envolvidos. Eles fazem com que, “esticado”, o músculo contraia.

Quando uma vértebra subluxa, ela se fixa mal-posicionada, mesmo que poucos milímetros. Dessa forma os músculos não conseguem reposicioná-la, mas apresentam esse aumento de tonicidade, oferecendo mais uma ferramenta de análise para o Quiropraxista.


# Para Quiros
Um método de avaliação foi desenvolvido com base nessa segunda reação do corpo, chamado de Advanced Muscle Palpation, essa técnica consiste em listar a subluxação segundo os sinais que os músculos oferecem, dispensando, de certa forma, o uso do Raio-X. Para ajustar, o Quiropraxista pode optar pela técncia que achar melhor, já que a AMP é apenas para avaliar.